Stephen Hawking: Um exemplo de superação!

Stephen Hawking: Um exemplo de superação!

Motivacao Feb 15, 2019 18:08

Muitos de nós acabamos por não dar valor ao que temos. Tanto a pessoa que tem todos os movimentos do corpo e o controla a bel-prazer, quanto a pessoa que apresenta algum tipo de limitação, mas ainda tem bastante liberdade. Acabamos por não perceber o que temos, o que já passamos, as dificuldades que superamos, e o milagre que é viver todos os dias, o milagre que é acordar, independente do quão ruim o dia foi. Podemos ter família, amigos, capacidades que podemos até desconhecer que temos, mas quando nós paramos para realmente ver o quão isso é bom e importante para nós? O que você sente ao se deparar com algum obstáculo que parece ser invencível? O que você deixa te limitar? Tudo é possível, e Stephen Hawking é a prova disso.

Na Inglaterra, 9 de janeiro de 1942 (O mais interessante disso, é que foi exatamente 300 anos após a morte do físico italiano Galileu Galilei), nascia em Oxford, filho de Frank Hawking que se formou em medicina e Isobel Hawking, cursada em filosofia, política e economia (ambos formados na Universidade de Oxford), como qualquer outra pessoa, o físico teórico Stephen William Hawking, um dos mais consagrados cientistas que este mundo já teve, doutor em cosmologia, foi professor de matemática na universidade de Cambridge, posto que já foi ocupado por Isaac Newton, e ainda depois de atingir a idade limite do cargo, tornou-se professor lucasiano emérito (Professor lucasiano é o nome que se dá a uma cátedra de matemática da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. É atualmente ocupado por Michael Cates) daquela universidade. Com apenas 6 anos de idade já construía trens de brinquedo, e seus colegas o apelidaram de Einstein. Mas até os 10 anos, não era considerado um aluno excepcional, sempre sendo somente bom aluno.

As coisas mudaram quando em 1979, com apenas 17 anos, ganhou uma bolsa para estudar física na Universidade de Oxford, e ainda, seus colegas eram dois anos mais velhos do que ele. Foi aonde ele começou a estudar física. Tinha primeiro interesse em matemática, e isso acabava por contrariar seu pai, que desejava que ele fosse médico. O interesse acabou quando ele começou a odiar matemática e ao contrário da maioria das pessoas, era porque a considerava fácil demais (Exatamente!), e por isso, preferia astronomia e física, da qual era apaixonado. Assim que conseguiu finalizar o curso, ele foi aceito no mestrado da Universidade de Cambridge.

Tudo parecia ir bem, até que, com o tempo, ele começou notar que seu corpo não estava funcionando muito bem, e a suspeita se concretizou quando, em uma queda de patins que sofreu aos 21 anos, ele foi diagnosticado com ELA, Esclerose Lateral Amiotrófica. Nessa doença, as células nervosas se quebram, o que reduz a funcionalidade dos músculos aos quais dão suporte. A causa é desconhecida. O principal sintoma é a fraqueza muscular. A medicação e terapia podem retardar o processo e reduzir o desconforto, mas não há cura. Ou seja, com o tempo, essa doença degenerativa iria, de forma progressiva, paralisar seus músculos. Andar, engolir, respirar e falar se tornariam tarefas dolorosas e limitadas, podendo até mesmo chegar a debilitação total. O médico lhe deu 2 a 3 anos de vida no máximo.

Muitos ficariam totalmente depressivos nessa condição, e poderiam passar o resto dos dias se lamentando, porém, Stephen mostrou que não é o fim. Em 1965, ele se casou com Jane Wilde, amiga de uma de suas irmãs. Na festa de casamento ele já usava a bengala, pois a doença já estava em progresso.

Em 1970, parou de andar e começou a utilizar cadeira de rodas. Não tinha mais a coordenação para andar sem uma. Nessa mesma época, já tinha três filhos, dois meninos e uma menina, Robert (1967), Lucy (1970) e Timothy (1979). Ainda assim, era um físico conhecido que trabalhava em um instituto de tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos.

O casamento não estava indo bem. A esposa começou a ter um caso com um músico tocador de órgão chamado Jonathan Jones que a conheceu em uma igreja local e o convidou para morar junto com a família. Hawking, achando que não tinha já muito tempo de vida, decidiu aceitar o músico, porque pensou que alguém teria que sustentar a família e cuidar de sua esposa e filhos quando ele já se fosse.

Em 1985, com a saúde muito agravada devido a uma pneumonia, durante uma viagem à Suíça, os médicos sugeriram desligar o respirador artificial, perdendo as esperanças, mas não sua esposa, que negou o procedimento e o levou de volta para Cambridge. Ele poderia sobreviver, mas teria que passar por uma traqueostomia. É um procedimento aonde um orifício artificial criado cirurgicamente através de costa ou de frente de seu pescoço e em sua traqueia, para passagem de ar. O termo para o procedimento cirúrgico para criar este orifício é traqueotomia, indicado em emergências e nas incubações prolongadas. Porém,ele não poderia mais falar depois dessa cirurgia.

Mudo e quase todo paralisado, passou a levantar uma sobrancelha quando alguém apontava para as letras. A situação parecia que iria acabar desse jeito, mas sabia que em 1988, ele escreveu o Best-Seller “Uma Breve História no Tempo” sem conseguir mover o corpo? Ele adotou o software Equalizer, que permite escrever frases selecionando palavras de um menu com um toque da mão, e por fim, um sintetizador de voz instalado com o Equalizer trouxe de volta a fala, mesmo que eletrônica. Ele conseguia falar através do computador.

O livro que ele publicou em 1988, utilizava ilustrações criativas e textos bem-humorados, escrito em linguagem simples para leigos. Ele desvenda desde os mistérios da física de partículas até a dinâmica que movimenta centenas de milhões de galáxias por todo o universo. O livro ficou tão famoso que foi traduzido para mais de 30 idiomas.

Em 1995, infelizmente o casal se divorciou e Hawking acabou por morar em outro apartamento, com uma de suas enfermeiras, com quem acabou se casando, chamada Elaine Manson, porém em 2007, eles se separaram porque ela foi acusada de maus tratos e agressões.

Ele escreveu diversas obras, entre elas, “Buracos Negros, Universos Bebês e outros ensaios” (1993), “O Universo Numa Casca de Noz” (2001), “A Teoria de Tudo: A Origem” (2002), “O Grande Projeto” (2010), e o livro de memórias, “Minha Breve História” (2013).

A mais célebre teoria fundamental da física moderna que produziu foi o teorema de singularidade (Supõe a existência de um ponto com força gravitacional no centro dos buracos negros capaz de atrair qualquer coisa, similar ao Big Bang.)

Recebeu diversas premiações, que entre eles, o Prêmio Especial de Física Fundamental, no valor de 3 milhões de dólares. Ele foi laureado pela descoberta da radiação dos buracos negros, por sua contribuição à física quântica e seus estudos sobre a origem do universo.

Ele fez isso tudo, estando paralisado, em uma cadeira de rodas, apenas através do controle dos movimentos da bochecha direita, que usa para se comunicar a partir do computador que foi citado na matéria.

Faleceu em Cambridge, Inglaterra, no dia 14 de março de 2018 (Lembrando que, Einstein nasceu em 14 de março de 1879), mas jamais será esquecido. Ele foi um grande exemplo de que, mesmo em condições totalmente debilitantes, alcançou grandes feitos e sonhos (ele até mesmo apareceu em várias séries e filmes, como Star Trek, The Big Bang Theory, Monty Python: O sentido da vida ao vivo, Uma breve história no tempo e Os Simpsons).

Nunca devemos deixar com que as pessoas, não importando quem sejam, atrapalharem nossos sonhos. Devemos sempre ir atrás do que acreditamos, do que gostamos e do que queremos fazer, afinal são nossas vidas. Nem mesmo você deve desacreditar de si mesmo e colocar limitações do que você pode fazer ou não. Você tem sempre que lutar pelos seus sonhos, não importando sua condição física. Mesmo se você estiver em cadeira de rodas, sempre há várias opções para você nunca ficar limitado, afinal, ela é sua liberdade para você continuar a voar em direção a sua lenda pessoal.

Tem algo a dizer sobre o grande e renomado físico Stephen Hawking? Alguma experiência pessoal que ele lhe motivou, seja através de livros, filmes ou até mesmo pessoalmente? Diga-nos o que você acha e compartilhe sua experiência com os outros!

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